Agora, com três bonecalhos de barro, faz-se um presépio. E bem bonito...
Nã sê c'm' é qu' isto foi fêto, que já 'tamos ôtra vez no Natal. Béque-me inda tinha sido há tã pôco tempo...
Mái, assim sendo, o qu' é qu' uma pessoa há-de fazer?!... É comprar-se uma prenda ó ôtra p'a dar a quem a morêça e mandar desejos de Boas Festas a toda a gente...
É o qu' ê cá 'tô fazendo, mês belos amigos.
P' à minha Maria já l'e comprí estas três sombrinhas de escolate, màs ela inda nã sabe... Só amanhã à nôte é que l'as ponho no sapatinho...
Ontordia, hôve quem me contasse qu' era o qu' ela mái gostava qu' o Menino Jasus l'e desse de sapatinho era uma sombrinha de escolate. Só uma... que, naquele tempo, nã podia ser mái do que isso.
E o mái completo era que ela nunca a chigava a c'mer... Olhava-l'e tôd's dias e i-a gôrdando, meses a fio, até qu' o escolate se estragava dum todo...
Pôs atão, mês amigos, tenham um belo Natal, pre menes com três sombrinhas, c'm' à minha Maria.
E munta Saúde, Sossego e Crença p'a vomecêas e p' à famila toda do Mundo.
Feliz Natal
Q'ondo ê era moço-pequeno, s' arrecebesse uma sombrinha destas já era munto...