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25 setembro 2007

Lonjuras de Monchique

Ventura - Electrodomésticos
Em tendo preciso duma tel'fonia ou coisa assim, é aqui que vô-me à prècura dela.

Tenho p' ali uma tel'visanita que, nã sê o qu' é que l'e deu, desatô a dar riscos a torto e a d'rêto, aquilo, agora, já quái que nã se lá visto lá nada. E, nã cudem, s' um homem se descuda a olhar munto de seguida p' àquilo, até faz uma pessoa f'car almareada...

De manêras que, cá p'r mim, nã me fazia grande d'f'rença, qu' ê o que vejo lá e nã vejo é as notiças e, méme assim, já 'tô bem munto dêxado disso que, d' entes, inda as que s' apr'vêtavam era as daquele posto da RTP1, e, agora já nem essas têm p'r onde se l'e pegue. É só desastres e facadas e bola e coisas inda piores.

Agora p' à minha Maria, isso é que 'tá um caso sério... Nã há dia denhum qu' ela nã clame que quer ver isto e más aquilo e nã dá visto nada de jêto. Nã é qu' a culpa seja toda da tel'visão, qu' ela tamém tem bem munta falta de vista e nunca mái se resolve a ir ô dôtor.

E, atão, p'a dar pontos e ver tel'visão vá de pôr os mês óculos qu' ê cá já tenho há que tempos - sê cá se nã haverá uns dez ó doze anos, p'ra más que p'ra menes... - e, aquilo, sabe-se lá s' a agraduação é lá à medida dela ó não.

Mái, p'a nã na ôvir más, ontordia, abalí caminho da Vila, nã l'e disse ô que ia e pensí cá p'ra mim:

- Dêxa 'tar que, s' ele haver p' ali alguma coisa que sirva, um aparelho assim que nã seja munto p' ô grande e o preço mái ó menes im conta, faço negóiço e, q'ondo ela mal s' aprecata, têm-a lá im casa no lugar da ôtra...

E assim fiz.

Distância entre sítios da Serra de Monchique
Com uma coisa destas, uma pessoa sabe semp'e o tempo que vai levar no caminho...

E adonde é qu' ê havera d' ir logo. À do Mest'e Antóino Vintura.

À uma, qu' ê cá vinha do lado de cimba e adonde cheguí pr'mêro foi ali ô Alto da Praça e assim dí de frente com a casa dele. Despôs, qu' o homem é mê conhecido e amigo e sê munto bem que posso lidar desafrontadamente com ele qu' ele nã é pessoa p'a me vender artigo ruim.

De modes que, lá leví de conversa um belo pôco, q'ondo nisto, vejo ali um papel im cimba do balcão, pus-me a olhar p'ra ele, era, béque-me, tant' ô núm're que, logo, inda pensí qu' aquilo saria uma tabuada.

Mái c'm', hoje im dia, isso já nã se usa, qu' os moces-pequenes, inda bem nã abrem os olhos, já têm tudo q'onto é preciso p'a l'e fazerem as contas e nunca chegam tampôco a aprender q'onto é que são dôs e dôs, estranhí aquilo.

E nã tenho nada im ter f'cado assim um coisinho insampado a olhar p' àquilo com cara de parvo, já qu' o homem parô a conversa que 'tava a ter, volta-se p'ra mim e diz:

- Mê belo amigo Refóias, nã me diga que nã 'tá a ver bem o qu' isso é?!...

- Pôs nã 'tô, nã senhora... Nã me diga qu' isto é uma tabuada p' ôs môces, agora, fazerem as contas?... Isto 'tá tudo mudado, nã m' admirava nada...

- Qual o quem!... Atã lêa lá aqui.

E apontô com o dedo p'a debaxo daquela fragoneta que 'tá ali com uma tel'visão pindurada num gancho.

Rádio antigo
Isto panhava pôcos pôstos, mái inda é um aparelho bonito ô bem fêto...

Ê cá nã tinha levado os óc'los p'r mode a minha Maria ter f'cado im casa com eles a dar uns pontinhos - béque-me a chulear uma camisa do domingo qu' ê p' a lá tenho e já 'tá a f'car um coisinho puída ali nalgumas partes. E, atão, nã dava lido aquilo lá munto bem.

- Olhe, amigo Vintura, dexplique-me lá vomecêa o que 'tá aí a d'zer qu' a minha vista nã alcança a ler isso bem...

- Atã, olhe. Isto é um mapa com os sitos mái conhecidos cá de Monchique e as distâncias duns p' ôs ôtros...

- Ai sim?!... Atã um homem, olhando aí a esse papel, sabe a lonjura daqui até um sito qualquer aí do concelho?

- É isso mémo. Quer ver? Olhe daqui da Vila até além à Malhada Quente são... dêxa cá ver, dêxa cá ver... são sete quilómetros. Nã vê aqui?...

- Nã alcanço. Isso, os números sã munto piquenalhos p' às minhas vistas...

- Trazesse os óculos... Ó sará que mecêa é c'm' ôtres que vêem aqui e nã sabem ver isto? Olhe qu' ele há muntos que olhar pr' aqui e olhar p' a um lagar d' azête é a méma coisa...

- Atã agora, diga-me lá, daqui até à Refóias?...

- À Refóias, à Refóias... Isso nã 'tá aqui... Só 'tão aqui os sitos más emportantes.

- Olha que essa!... Atã, a Refóias nã tem emportâinça?!... S' ele é isso, dig'-l' ê cá: São bem umas três léguas. Garantidas. Isto, indo por incurtadoiros. S'a gente ir semp'e p'r a estrada, há-de ser inda más.

- Nã digo que não. Mái, nã vê, aquilo p'a se chigar lá é uns trabalhos... Caminho ruim e subir e decer cerros más impinados qu' ê sê cá...

- Ó homem, aquilo, p'a quem o tenha, já se dá chigado lá de carro!... A questã é que vá lá p'r o caminho da Foz dos Barrancos. Desce lá ô Chico Costa prêabaxo, aquilo é um 'stantinho...

- Mái dêxemos lá isso... Nã quer ver aqui uns rádios antigos qu' ê tenho aqui?...

- Atã, nã havera de qu'rer... Most'e lá isso, home...

Rádio antigo
Esta tel'fonia aqui já panhava munta coisa, mái quem nã t'vesse elecsidade nã l'e servia de nada...

E, aí, o homem apresenta-se-me com duas tel'fonias, alto lá com elas!... Antigas, calhando mái velhas do qu' ê cá, e bonitas qu' elas eram...

- Isto, foi coisas qu' ê comprí im troca d' ôtres aparelhos. A famila já nã qu'riam isto p'ra nada e ê f'quí com elas.

- Punhana!... Mecêa, amigo Tóino, até era caso p'a, um dia, pensar im pôr aqui isso à amostra, p'a quem qu'sesse vir ver...

- Ah, fazer assim uma espéce dum museu...

- Sa senhora... Uma coisa dessas. Olhe que nem a minha Maria, p'a ôvir o romance do Tide, nunca teve uma coisa destas assim tã fina...

- Pôs, isto era aparelhos qu' as casas assim mái ricas de Monchique é que tinham. Os ôtros, ó nã tinham nenhum ó, atão, compravam uma coisinha assim más im conta... Más a más, que, no campo, nem elecsidade havia. Era tudo a pilhas...

- Pôs era. O qu' a minha Maria ôvia o romance era mái piquenalho - nem das quatro partes, uma, desses... - e cada carregamento de pilhas custava-me só ê cá sê q'onto. Levavam-me o coiro e o cabelo, mê belo amigo...

- Ôtres tempes, ôtres tempes...

- Olhe lá, vomecêa havera de me dêxar era levar um coisinho destes das lonjuras duns sitos p' ôs ôtres...

- Atã, isso sabe-se que dêxo... Eles 'tã aí é p' ô freguês levar...

- Sabe pr' ô quem? É p'a fazer a parte lá o mê compad'e Jôquim do Barranco. Dig'-l'e qu' isto é a tal tabuada qu' ele há-de f'car lá um belo pôco a ramoer até deslindar a coisa...

- Nã faça uma judêría dessas ô homem...

- Ai nã faço... Atã ele tamém me 'tá semp'e a zucrinar as orelhas... Ê já l'e dô. E há-de ser logo esta tarde...

E f'cô-se p'r 'lí. Nesta conversa, 'tá bom de ver. Qu' o negóiço da tel'visão vêo a seguir.

Até um destes dias.

20 junho 2007

A Biblioteca de Monchique

Biblioteca de Monchique
A Biblioteca de Monchique tem o nome do homem que mái fez por ela: António da Silva Carriço.

Um destes dias, fui até à Biblioteca à prègunta dum livro qu' ê cá fazia gosto de ver. Foi até a menina Ana Pinto me disse qu' ele 'tava lá e valia a pena gastar um coisinho de tempo a desfolhá-lo.

É um livro que trata das imajas quái todas de santos que cá há, tanto se faz na Vila, c'm' im Marmelete ó no Alferce, e chama-se Inventário Artístico do Algarve - A Talha e a Imaginária - XIV - Concelho de Monchique.

Quem no fez foi um amigo bom, qu' ê cá conheci im moço-pequeno: Francisco Lameiras. Só l'es sê d'zer que ele creceu, moé a cabeça, encrençô-se com aquelas coisas da arte e, agora, ninguém dá conta dele... Pro jêto, nã há ôtro, no Algarve, que saiba tanto de igrejas, imajas e tudo o que seja de monumentos e coisas assim...

E a menina Ana Pinto, ó ê cá 'tô munto atribuído - que nã 'tô - ó vai p'r o méme caminho. Atã, a mecinha 'tá lá p' àquelas bandas de Lisboa, béque-me no Barrêro, e sabe tudo o que diga respêto aqui ôs monumentos de Monchique... E d' ôtres lados, tamém, nã pensem...

E a tirar retratos nã é qualquer um que l'e tira a palhinha. Se nã acraditam, vejam lá aqui no site dela que se chama "Aranni"... Vã lá que dã o tempo p'r bem impregue.

Biblioteca de Monchique
A Biblioteca fica nos altos da casa, mái tem lá uma famila tã porrêra a atender a gente...

Mái, voltando à Biblioteca, p'a l'es d'zer a verdade, é um sito adonde tenho ido pôco ô nada, que nã tenho tido munto vagar - dá semp'e jêto a gente dar assim uma boa r'zão p'a se fazer as coisas, qu' é o caso de nã se ter vagar... 'Tão a comprender, nã 'tão?...

E, atão, nesse dia, lá arrenjí um vagarinho e fui até lá.

Pus-me às escadas prê acima, de vagarinho p'a ver bem c'm' é a coisa era. Chego ôs altos da casa, nã sabia o qu' havera de fazer, f'quí assim um coisinho incolhido a olhar desapercebido p'a todos os lados a ver o qu' é qu' a coisa dava.

Nã tardô nada, uma senhora que 'tava p' trás do balcão, munto fina, prècurô-me o qu' é qu' ê cá queria.

- Eh'q, pôs vinha ver se me podiam emp'estar p' aí um livrinho qu' uma pessoa me disse qu' era jêtoso...

- Atão e que livro é? É qu' a Biblioteca pode tê-lo, mas não estar cá...

- Ah, pôs, más essa pessoa des que viu na internet e mecêas, ontem, tinham-no...

- Atã diga lá o nome...

- Ê cá sô ali daquela famila da Refóias... Sou o...

- Nã é isso qu' ê quero saber... É o nome do livro...

- Ah, s' é o nome do livro tenho aqui neste papelinho, qu' ele é bem munto comprido e ê tive medo nã me fosse desquecer...

E lá passí o papelinho p' às mãs daquela senhora tã bem falante - uma pessoa que nã era só ser bem par'cida, era tamém do melhor que podia ser e haver, qu' isso via-se logo p'r o jêto dela.

E, olhem, acalcô p' ali num botão do comp'tador, assim me disse logo:

- Temos cá, sa senhora.

'Tá bom de ver qu' ela nã falava assim c'm' ê cá 'tô a d'zer, qu' ela até béque-me nã sê s' é cá de Monchique se não é, mái, calhando, nã é.

- Atã, e trôsse o sê cartanito? Dê-mo lá aí, fazendo favor...

- Cartanito...

- Ah, nã tem nada im ser a pr'mêra vez qu' aqui vem...

- Agora é que mecêa acertô im chêo... Inda nunca tinha aqui antrado. Mái, o b'lhete d' identidade, tenho aqui na pataca...

Cartão da Biblioteca de Monchique

- Atão, 'tá tudo bem. Com esse, faço-l'e já aqui o ôtro.

E aquilo foi um foguete. A Senhora p' ali escrevenhô no comp'tador, prècurô-me adonde é qu' ê cá morava, adonde é que nã morava, e tal e tal, e assim me dé um cartanito do mái bonito que possa ser. Olhem bem p'ra ele...

Agora, disse-me ela, cada vez que lá vá, é só levá-lo qu' ela incost'-ô ali àquele aparelho, assim parêce logo o mê nome e os livros qu' ê tenho imprestados e essa coisada toda.

E lá me mandô ir escolher os livros qu' ê cá munto bem intendesse, désna que nã fossem mái do que três. Mái, p'a ê nã m' inganar, foi-me insinar adonde é que 'tava aquele qu' ê levava d' incomenda e disse-me logo:

- Olhe, esta estante aqui é tudo livros que dizem respêto a Monchique. É só escolher. Mái nã traga os da bolinha incarnada, qu' esses sã só p'a se lerem aqui drento!...

- Sa senhora, 'teja descansada qu' ê já intendi... E m't'ôbrigado, m't' agradecido...

Más, ê cá, logo, até quái que f'quí p' ali insampado, a olhar p' àquilo tudo, tant' ô livro, tanta estante, tante coisa... Olhava p'a um lado, só via estantes e livros. Olhava p' ô ôtro, a méma coisa... Chegô a um ponto, até já nã sabia bem p'a que lado é que 'tava voltado...

Mái, passí assim os dedos p'r as vistas, abaní a cabeça, dí dôs passos p' à banda de lá, cocí uma com'chanita que me deu aqui na cova do ladrão, e a coisa foi ô lugar. E lá me pus a ingrilar a ver se dava com algum livro que tamém me calhasse trazer, já nã falando do qu' ê ia b'scar d' apr'pósito.

Biblioteca de Monchique
Só vendo é qu' a gente sabe a livraria que p'ra lá 'tá...

Mái, nesse mê tempo, 'tavam p 'ali uns meçalhos e umas meçalhas assantados a umas mesas, cada qual com o sê livro na mão, béque-me falando baxinho uns com os ôtros. Pus-me a olhar p'ra eles, todo imbasbacado, qu' até me desqueci do que 'tava a fazer.

Más olhem qu' aquilo até dava gosto ôvi-los falar. Eram já c'm' dôtores im ponto pequeno!... Um porque assim e ôtro porque assado, e más isto e más aquilo, e despôs metiam p'r 'lí uns nomes im estrangêro, e vá de escrevinharem nuns cadernos... Coisa bonita...

Até qu' eles viram qu' ê cá nã l'e tirava as vistas de cima, puseram-se tamém a olhar p'ra mim. F'quí p' ô imbatucado, mái, passado um 'stante, desatô tudo a rir e cada qual voltô ô sê serviço. Eles puseram-se lá a ler os sês livrinhos deles e ê cá fui à prècura dos mês.

Jogo a mã, assim, à sorte, olhem no qu' ê cá agarrí logo. Mal o aibro, vejo uma cara conhecida... Digo p'ra mim:

- Mái atã isto nã é aquela rapariga, filha da D. Maria Laura e do senhor Dôtor Ventura, que faz uns quadros do mái bonito que há e trabalha com teares e tudo?!... Pôs é!...

E era. Era a senhora Zé Ventura, qu' é uma artista munto conhecida cá e im munta banda, mémo no estrangêro, e tem este livro com uma bela manchinha de coisas qu' ela fez. Ora, trusse-o logo... D'zer a verdade, ia-o era logo lendo todo lá, que 'tava ali uma mesa perto e apr'vêtí p'a m' assantar um pôcachinho...

Agora, aqui im casa, até a minha Maria, mal acaba d' arrumar a cozinha, assanta-se logo ô pé de mim e vá de l'e passar as folhas duma à uma. Ela, atão, fica emprensada é com aqueles lindos trabalhos fêtos no tear. Ê cá gosto tamém desses, mái os quadros acho-os béque-me inda mái bonitos...

Zé Ventura:
Mal olhí p' à estante, assim f'quí com este lind'ssíss'mo livro nas mãs...

- Nã ôves, atão esta mecinha nã é de cá de Monchique? Béque-me 'tô lembrada da ver p'r 'í im meçalha-pequena... - prècurô-me a minha Maria, uma nôte destas.

- Foi criada cá, até ser já uma bela rapariga... Atã nã t' alembras?!... Despôs é que foi estudar e já nã voltô p'ra cá. Agora 'tá lá p'ra baxo p'a Vila Nova.

- Ah, pôs...

- Mái tenho a firme certeza qu' ela gosta de Monchique tal e qual c'm' s' inda morasse cá... Nã há ninguém que tenha narcido ó morado nesta terra e se vá imbora que nã fique sempre com umas soidades marafadas disto...

- Ê cá, atão, às vezes, já m' aborrêce de certas coisas... Há famila que, béque-me, só sabe é s' emportar com a vida de cada um...

- Ó m'lher, isso é im todo ô lado... Dêxa isso da mão... Isso, agora, já é mái os qu' andam metidos na política, ó se querem meter nela, qu' andam sempre com p'lémicas... Há p'r 'í um ó ôtro que, méme nã valendo nada, pensa qu' é munto esperto e vá d' ingraxar os que lá 'tão ó os que pensa que vã a seguir...

- Nã digo que nã tenhas r'zão, sim... Mái já m' aborrêce dos ôvir... Uns e ôtros...

- S' ires p'a ôtro lado, é igual. Todos andam à cata do mémo, m'lher...

- Lá isso é verdade...

- Olha lá, mudando de conversa, q'ondo é que vás tamém lá à Biblioteca dar o nome?

- P'ra quem?...

- P'a teres um cartanito c'm' ô meu e trazeres tamém uns livrinhos p'a se ler...

- Isso, bastas tu... Trazes p' ôs dôs.

- Más é qu' aquilo tamém se pode ir e ler lá, que mesas e cadêras nã faltam... E nã cudes que só lá têm livros...

E, p'a quem nã conhece, semp'e l'es digo qu' ele há lá muito mái coisas do que isso... Olhem, revistas, jornás e coisas assim nã faltam. E p' ôs que gostam de comp'tadores e internet, isso nã se fala... Têm lá um cantinho méme ô queres. É só chigar, assantar-se e ver o que se quêra, à nossa vontade...

Biblioteca de Monchique
P'a quem goste da internet, tem este cantinho com comp'tadores...

Atã, mês belos amigos, em tendem um coisinho de vagar, façam c'm' ê fiz, ontordia. Vã caminho da Biblioteca, se nã saberem bem que livros é que lá 'tão ó quás são os mái bonitos, prècuram lá àquelas senhoras qu' elas dizem-l'e logo. E elas, béque-me, até fazem gosto d' ajudar a gente...

E, despôs, logo me dizem se valé a pena ó não...

Fiquem-se com Dés e até a gente se ver.