16 agosto 2006

Alferce - Festa de S. Romão - O Laré

Festa de S. Romão - Alferce

Assim que s' entrava na Festa de S. Romão, dava-se logo com a Carmesse.

Quem se tenha afiturado a ir à festa do Alferce c'm' ê cá e a minha Maria se foi, nã teve r'zã de quêxa com o d'nhêro que gastô no b'lhête da carrêra. É qu' aquilo nã faltô lá nada p'a uma pessoa s' ad'vertir.

'Tava famila em forte p' à gente incontrar uns amigues e charolar com eles. Puseram lá umas barrèquinhas, uma p'a aviar copes de cerveja, ôtra p'a aviar carne frita com pão, e, p'a se comprar umas rifas, tinha-se a carmesse.

Isto p'a já nã falar do palco, adonde o tocador de fole se punha a tocar p' ô pessoal balhar naquele larguinho logo ali ô pé, e no jogo das panelas que foi a coisa qu' ê mái gostí naquela festa.

A minha Maria e a Florbela, a amiga dela que tamém quis ir com a gente, foram logo d'rêto à carmesse, qu' aquilo, a marafada, tem tantíssim' á sorte nos b'lhetes qu' inda nunca comprô, nem que sés uma dúiza deles, que nã dê com um numbrado.

Aquilo, a m'lher béque-me tem azôgue nas mãs, desata a desenrolar neles, vá lá ô tercêro ó quarto, ganha logo um prém'o. Desta vez, saí-l'e p' ali uma bruxa a cavalo na lua, que medo tenho ê cá de ter aquilo cá em casa, nã o vã o estapôr fazer p' aqui a parte à gente com algum bruxedo...

Mái, a Florbela, qu' é lá de baxo do Algarve e nã tem nada em saber melhor dessas coisas do qu' à gente, des qu', hoje em dia, as bruxas já nã fazem mal denhum e, inda pre cimba, dã é sorte. Pode ser que seja, mái nunca fiando...

Festa de S. Romão - Alferce Festa de S. Romão - Alferce

Munta coisa havia na Festa do Alferce p' à famila s' ad'vertir...

Tamém o mê parente Cosme da Quinta fazia pôrra de certas coisas, havia quem l'e falasse na Costurêra e ele mangava. Mái, uma ocasião, já há uns belos anos, foi p'a quintêro duma fazenda além p' ô lado da Fóia, custô a aturar lá o resto do ano...

Punhana, contô-me ele uma vez, qu' aquil' era quái todas nôtes. Inda bem o homem nã se dêtava e se dêxava dormir, já a malsoada 'tava a trabalhar com a mánica duma tal manêra qu' ele acordava e, parte das vezes, nã pregava más olho até s' alevantar. F'cava escagàiçado...

Dessa vez em diante, nunca mái o Cosme abusô de coisas assim... E ê cá, méme nã acraditando, tamém nã m' astrevo a fazer pôco disso. Gosto semp'e de me pôr no mê lugar, o qu' é que querem...

Mái, voltando à Festa de S. Romão, ê cá, p'a d'zer a verdade, im vez da carmesse, luzia-me mái os olhos d'rêto àquela barreca encarnadinha que 'tava logo mái pralàzinho. Olhe, aquilo, o homem nã dava agu-ento a despachar tanto copo de bobida...

Vô-me lá, mando vir um copo de cerveja e dôs de sevanápe, qu' era o qu' elas qu'riam. Elas, p'a nã s'enganarem, foram d'rêto à ôtra e mandam vir três pedaços de pão, cada um com o sê grandessíss'm' ô pique de carne frita. Oh!... F'cô-se logo bem p' ô resto da tarde...

Naquilo, parêce lá um com um baraço-de-carregar e um pau tã valente qu' aquilo dava bem p'a fazer um cabo d' inxada. Diz a minha Maria:

- Nã ôves, p'ra qu' é que sará aquilo qu' ele traz àlém? Nã me digas que já é p' ô jogo das panelas...

- Atã, isso sabe-se... P'a qu' é qu' havera de ser?!... E dig'-te já: vô-me tamém dar o nome. Nã é tarde nem é cedo.

- Ó homem, nã te metas nisso. Atã nã vês qu', e depôs, a famila põe-se tudo aí a rir de ti...

- E ê cá que m' emporta... Tenho qu' ir lá exp'rimentar. Dé-me, agora, p' aqui...

E nesse mê tempo qu' eles pinduravam as panelas lá im cimba, fui pr' à que assentava lá os nomes no livro, uma bela moça de lá do Povo, e dig'-l'e:

Festa de S. Romão - Alferce

Aquele que partisse uma panela só com uma bordanada, ganhava um prém'o.

- Atã, já muntos deram o nome?

- Olhe, ti Refóias, até agora só há um...

- Tó, diacho, mái atão ê qu'ria que mecêa apontasse aí o mê nome, mái nã me calhava ser logo dos pr'mêros...

- Isso resolve-se já. Passe p'a cá os dôs eros, qu' ê ponh'-l' o nome aqui mái p' ô fim da folha.

- Dôs eros?!... Mái 'tão, p'a mangarem de mim, inda tenho de pagar?!...

- Vá... Dê cá dôs eros, nã seja fònica, qu' isso é p' à ajuda das despesas da festa... Fica aqui na linha númbro nove. E veja lá se 'tá aqui q'ondo o ch'marem, ó atão passa a vez e, òdespôs, tem de pagar ôtros dôs.

E o qu' é qu' ê havera de fazer?... Tive que largar os dôs eros, senã ela nã m' apontava o nome. Inda dí vaia à minha Maria se mandava assentar tamém o dela ó não, mái ela f'cô logo toda inzàinada e vá de fazer p'a lá uns miécos, c'm' quem me ch'mava parvo, qu' ê larguí-a logo da mão.

Mái nã l'es digo nada, tã penas acabo d' olhar p'a ela, aquilo par'cé bruxedo, já 'tava uma preçanada deles tudo a dar o nome. F'cô logo a folha chêa.

Digo p'ra mim:

- Assim, já é ôtra coisa... Pr'mêro vejo, mái ó menes, c'm' é qu' eles fazem e, aí, já fico com uma idéa c'm' hê-de fazer. Nã é só ir p' ali a tentear, fêto parvo, e os ôtres a se rirem cá p'r fora...

Inda ê 'tava a ramoer nisto, já eles ch'mavam o pr'mêro p'a l'e pôrem aquele lenço preto à roda das vistas e o pau nas mãs. Esse, foi devarinho, bem ô d'rêto, lá foi, lá foi, alça o pau... mái, pobrezinho, nã teve sorte. Saí-l'e curto.

Ô méme tempo, o Chico Bôicinhas, do Povo de Baxo, vem-me p' ali p' ô pé de mim e desata a palear com-migo. Ê cá desaprecato-me com aquilo, eles pôem o pau nas mãs dôtro, obrigam-no a andar à roda, entontécem-no até mái não, o homem fica voltado p' ô mê lado. E ê de costas...

De manêras que, o homem, intontecido c'm' 'tava, abala de lá sem ver nada, com o pau nas mãs bem alevantado, méme d'rêto a mim e ô Bôicinhas. Dô em ôvir a famila a fazer um ôrío, estranhí aquilo. Volto-me, ah, fado dum ladrão!, se nã fujo tã l'gêro, levava com uma tarôcada nos cascos qu' havera de f'car bem tratado...

Jogo das Panelas - Alferce Jogo das Panelas - Alferce

Se nã me safo tã l'gêro, tinha levado uma bordanada. Ah, isso tinha...

E nã é qu' os mariolas inda incheram o papinho a rir de mim, pre mode ê cá dar logo um salto que salví o passêo todo p' ô lado de lá...

E o Chico Bôicinhas, mal aquilo s' aconch'gô tudo, vá de tram'lear ôtra vez no méme caso. Se nã fosse vergonha, indo l'es contava o qu' ele me disse, mái quái que nã tenho coraja p'a falar naquilo. É qu' ele 'tava assim um coisinho p' ô destravado...

Ê semp'e vô contar, mái os que nã gostarem, passam adiente e fazem de conta qu' ê nã contí.

D'zia-me o Chico:

- Olhe, ti Refóias, aquilo foi uma parte que teve que se l'e diga. Mái, acradite, qu' é verdade. Aquilo dé-se mémo...

- Atã, se tu dizes que foi assim... Mái vê lá nã m' indròmines p' aí munto, nã vá ê cá ir contar isso a qualquer um e se rirem de mim...

- Qual o quem!... Ê só l'e digo a pura da verdade. Aquilo dé-se méme assim c'm' ê cá l'e 'tô a d'zer.

E lá foi contando a parte qu' ele fez ô padrasto, o velho Salmôira, c'm' l'e ch'mavam, já faz p'ra cimba duns trinta anos, inda ele taria os sês dez ó doze, se tanto...

- Olhe, o escamungado do velho era ruim p'ra mim que nem um cão. Ê cá tamém, p'a d'zer a verdade, era um coisinho má d' aturar, qu' ê só fazia travessuras de manhã à nôte...

- Atã, isso, era aquele velho, negro que nem um carôcho, que fumava de cachimbo, que 'teve com a tu mãe inda uns q'ontos anos, q'ondo vocêas moravam ali p' à R'bêra Grande?

Prècurí-l'e ê cá, enq'onto fazia p'r m' alembrar das ventas dele.

- Esse mémo!... Nã s'alembra? Tinha assim uma fúiça munto encardida, com umas grandes súiças ôs lados da cara, qu' usava a fumar com aquele grad'ssíss'mo cachimbo racurvado e, quái sempre, dêxava cair o morrão fosse p'a donde fosse...

- Já m' alembro munto bem...

- Pôs o estapôr do velho usava tamém a fumar na cama, fosse a que horas fosse, e a pobrezinha da minha mãe via-se em traquetes só p' arremendar os lençós que f'cavam tôdes quem-mados com as faíscas que saltavam do cachimbo e, inda munto pior, qu' o velho, q'ondo se dêxava dromir, caía-l'e o cachimbo p'a donde 't'vesse voltado.

- Atã isso, até podia tiçar fogo à cama...

- 'Tã bom de ver... Mái vá lá que nunca calhô... E fosse-l'e uma pessoa falar nisso...

Nisto, olho p'ô lado das panelas, vejo uma meçalha de bordão nas mãs, munto deç'dida, chega p'r baxo delas, apára, faz pontaria méme de vistas tapadas, afinca-l'e uma pàzada no fundo, lá vai a panelas p'los ares...

Inda bem não, vem outra, m'lher já mái entradota, toda de sapatos altos, munto bem enfarpelada, digo p' ô Chico:

- Olha esta se calha a cair de cimba dos sapatos, nã s' aprevêta nada...

Diz ele logo:

- Mái atão c'm' é qu' ela se dá sustido naquilo, mam?!...

Ora, foi-foi, foi-foi, inda passô das panelas e nã dé acertado em nenhuma.

Jogo das Panelas - Alferce Jogo das Panelas - Alferce

Uma fez a panela em fanicos, a ôtra, de sapatos altos, custava-se a suster im cimba deles...

E Bôicinhas desata, ôtra vez, a falar da parte que fez ô Salmôira.

- Mái c'm' ê ia d'zendo, o velho, cada vez que se dêtava, puxava do cachimbo, atacav'-ô, acendi'-ô com um isquêro a petrol que, nã sê se s' alembra, naquele tempo, era preciso ter l'cença, mái ele nã tinha nenhuma, e vá de fumar...

- Pôs era. Ê cá tamém nunca tirí nenhuma...

- Até que se dêxava dromir e o cachimbo, era certo e sabido, caía-l'e da boca p' ô chão, quaí semp'e p'ra cimba dum capacho, já mê podrido, qu' ele tinha, ô lado da cama, p'a pôr os pés q'ondo s' alevantava.

- Era umas capachas que vinham lá debaxo do Algarve, fêtos d' emprêta, qu' a gente comprava p'r o mercado...

E o Chico nã parava:

- Vô-m' ê cá e pensí: Mái atão um estapôr destes anda semp'e a quem-mar os lençós à pobrezinha da velhota, ê nã l' hê-de fazer uma parte qu' ele há-de-se dêxar de fumar...

- E fazeste-l'e o quem?

- Naquele tempo, retretes nã havia... De nôte fazia-se as nec'ssidades no bacio que 'tava debaxo da cama - quem o tinha - e, no ôtro dia, as m'lheres jogavam aquilo p' ô monturo, c'm' mecê sabe. Ora a minha mãe era uma m'lher munto asseada, tinha semp'e tudo qu' até luzia. Méme o bacio ele areava...

- Lá nisso, semp'e ôvi d'zer qu' ela era munto trabalhadêra...

- Atã o qu' é qu' ê faço ô velho... Entes dele chigar a casa, q'ondo tive vontade, fiz o serviço p'a drento do bacio dele, sem ninguém saber, e puse-o no méme sito.

Tã penas ele se dêtô, fui lá ô escuro, munto devagarinho, bem agachado, sem fazer barulho nenhum, e puxe-l' o p'ra cimba do capacho, mái ó menes, p'a donde ele usava a dêxar cair o cachimbo.

- Ai, sacanistra, c'm' é que t'veste coraja p'a uma coisa dessas?!...

- Aquilo, o quarto da cama 'tava às 'scuras. Só se via uma luzinha de nada qu' era o resto do tabaco d' onça a arder no cachimbo, e ê qu' ê cá fugi logo e fui-me pôr na rua, im cimba do pial, com o ôvido encostado ô lado de fora da j'nela...

- Atã, e despôs?...

- O velho, desmastreado do trabalho, nã tardô nada, dêxa-se dormir. Cai-l'e o cachimbo da boca, catrapuz!, drento do bacio, méme c'm' ê tinha pensado...

- E, de manhã, o qu' é qu' ele fez?

- Qual de manhã, nem de manhã!... Aquilo, foi logo. O bacio era de esmalte, o cachimbo, ô cair lá p'a dentr', bate-l' inda de lado, tranqueleja, o velho acorda e vai logo ver o que é. Acende a alenterna, à pressa, com o isquêro, e alumia p' ô chão.

- Aí, é qu' havera de ser bonito...

- Q'ond' ele vê o cachimbo lá drento, dá um ronco qu' até estrameceu tudo... E salta com a velhota:

- Sua cochina!!!... Nã alimpô o bacio! Tal é este lindo serviço, o mê cachimbo no mê duma larada!...

Responde a minha mãe, já com os pés de fora da cama, pronta p'a se raspar do quarto, entes que fosse tarde:

- Limpí, sa senhora. Ah isso é qu' alimpí!... 'Tá mái limpo qu' a cara de vocêa...

- Atã venha cá ver, sua...

E o Chico nã quis publicar os nomes qu' o velho ch'mô à pobre da velhota, qu' ela era mãe dele...

Só me contô que p'r uns oito dias nã teve coraja de par'cer em casa com medo de levar uma tuna, a mãe dele furtô-se a levar ôtra p'rqu' inda fugi a tempo do quarto da cama, o velho Salmôira nã se dêxô de fumar e, enq'onto nã arrenjô ôtro cachimbo, fazia cigarros com a fatana mái fina do milho.

'Tava o Bôicinhas a acabar de contar esta parte, calho a olhar ôtra vez p' ô jogo das panelas, já só lá 'tava uma intêra...

Vem de lá um, desengalgado, par'cia ele que nã tinha nada a tapar as vistas, põe-se a jêto, alevanta o pau atrás das costas, afinca-l'e uma tarôcada méme im chêo. A panela nã se l' aprevêtô nada. F'cô toda fêta em fanicos!...

Jogo das Panelas - Alferce

O últ'mo foi o mái certêro. Esbroncô a panela toda e ia levando com os cacos im riba...

Cá o Parente, q'ondo chigô a sua vez e foi ch'mado, tamém s' agarrô ô bordão com uma bela fé, mái as coisas nã l'e correram munto bem. O marafado fez-me andar tanto à roda qu' ê f'quí cá com um almarêo que já sabia bem p'a que lado é que 'tava virado. Errí a panela...

Nã foi p'r munto, mái chigô p'a nã na partir e c'm' ô pau era comprido e pesado que nem chumbo, bati com ele no chão, quái na b'quêra da bota do pé esquerdo. Aquilo, andô rés-vés p'a nã encravar a unha do dedo grande...

'Tá bem qu' as botas eram de cabedal e semp'e amorteciam, mái com um pàzarrão daqueles... Minha bela unha...

Olhem, munto inda tinha que d'zer da Festa de S. Romão, mái já os atazanoí de más...

Dés l'e dê saúde a tôdes.

8 comentários:

  1. Ai Parente,

    Hoje relembrei-me do termo "cochina" - há décadas que não o ouço...
    Mas sempre lhe digo que, no meu local de trabalho, há quem me chame, carinhosamente, "A Marafada". Babo-me de contente, que eu tenho orgulho nas minhas raízes de Algarvia Montanheira.

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  2. Genial este post. Fica-se com um sabor completo desta nossa língua noutras roupagens.

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  3. Olhe cá ti Refóis, na seprocupe ca mim nã m`atazana nada. já tou habituada às Carmesses da nha terra. sã parcidas com as da sua. e té falem assim.
    Vai contando esses usos e costumes cada vez mais em desuso que a malta jovem só te agradece...um dia. Isto nunca irá ser esquecido enquanto houver quem o escreva.
    Mudando de assunto parente: atão tá a fazer aninhos por um dia destes. Né?
    Beijinhos

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  4. Com um sorriso me levanto, olhos e espírito me sorriem, assim de tão longe. Vivi um bocado da festa consigo: na minha modesta opinião mais vale ter as bruxas em casa, domesticadas, olho nelas! Mas 'tou a ver que quem tem sorte é a sua Maria pois que o compadre fala e ouve e distrai-se no jogo! Também sempre "a pau" prá fotografia. Deus o salve! E pense lá como é que se há-de juntar em livro tudo o que descreve não vá vir uma "marafada" duma "anomalia" dar cabo destes enfeites. Abçs

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  5. Lindas festas deste Algarve desconhecido, Parente!
    Abr
    Pedro

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  6. Parente

    Ainda há santos com sorte!:):):)

    S. Romão tem festa da rija, aí para os seus lados!

    E a festa continua no virtual, nunca S. Romão pensou...:):):)

    Muita saúde, Parente, para ir contando mais festas e tudo que por aí acontece.

    ~*Um beijo*~

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  7. Que bela festa! Isso aí está a ficar cada vez melhor!

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  8. Parente

    Nã haja dúveda qu'a festa do S. Romão tem munta fama e é advertida, más há uns anes atrás tamém era do melhor que pode ser e haver. Nã sê su parente conheceu, más era assim: Num dia a fêra, nôtre a festa.Com'é no tempe da blancia, aquilo era uma fartura de barrecas a vende-las, praquela
    ladêra acima e a maltosa a fazer arrachas...Até havia quem chemasse a "Fêra das Arrachas".Era das pôcas vezes qu'os moces pequenes, daquelas bandas, apanhavam um
    sorvete, pôs apareciam uns homes a vender, que vinham amontados nuns carrinhes, que más pareciam umas becicletes a pudal. Pense qu'eles vinhem lá debaxo do Algarve.

    Passe Bem

    O Campaniço

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Obrigado por visitar e comentar "O Parente da Refóias"